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26 setembro 2007

lótus


It's like this: The high plateau does not produce lotus flowers; it is the mire of the low swamplands that produces these flowers. Vimalakurti


É assim: nos altos planaltos não nascem flores de lótus; elas nascem nos pântanos.
(citado por Amy Hollowell)

22 julho 2007

A teia


P: Como é que o desejo conduz ao nascimento?

R: Toda vez que há um desejo há outro nascimento. Semeamos carência, querendo fazer alguma coisa, querendo agarrar alguma coisa. Então, o desejo de posse também evoca algo mais. Nascimento aqui significa nascimento de mais confusão, de mais insatisfação, de carência. Por exemplo, se tivermos um grande desejo de dinheiro e conseguirmos ganhá-lo em quantidade, também haveremos de querer comprar alguma coisa com o dinheiro. Uma coisa leva à outra, uma reação em cadeia, de modo que o desejo se converte numa espécie de rede. Queremos alguma coisa, queremos trazer alguma coisa para nós, continuamente.

A experiência de shunyata, vendo precisamente e claramente o que é, de qualquer modo rompe através dessa rede, dessa teia de aranha, porque a teia de aranha é tecida no espaço do desejo, no espaço do carecer. E quando o espaço de shunyata o substitui, por assim dizer, toda a formulação conceptual do desejo é continuamente eliminada, como se tivéssemos chegado a outro planeta com ar diferente ou a algum lugar sem nenhum oxigênio. Nessas condições, shunyata proporciona nova atmosfera, novo ambiente, que não suportará o pegar nem o agarrar. Daí que a vivência de shunyata também impossibilita o plantio da semente do karma, razão pela qual se diz que shunyata é que dá nascimento a todos os budas, a todos os despertos. “Desperto” significa não estar envolvido nas reações em cadeia e nas complicações do processo kármico.

Excerto de Perguntas e Respostas com Chögyam Trungpa, transcrita no livro Além do Materialismo Espiritual (Editora Cultrix), e citado por Para ser Zen
Imagem de Spider Web

19 julho 2007

Opiniões


Uma das melhores práticas para a vida de todos os dias, quando não temos tempo para meditar, é prestar atenção às nossas opiniões.

Pema Chodrön, Quando Tudo se Desfaz, ed. Lua de Papel

18 julho 2007

A condição próxima

“Tal qual quando os devas trovejam e vertem gotas pesadas de chuva no alto das montanhas: A água flui pelas encostas, enchendo as fissuras, rachaduras e valas. Quando as fissuras, rachaduras e valas estão repletas, as gotas pesadas de chuva enchem as pequenas lagoas. Quando as pequenas lagoas estão preenchidas, elas enchem os grandes lagos. Quando os grandes lagos estão preenchidos, elas enchem os pequenos rios. Quando os pequenos rios estão preenchidos, elas enchem os grandes rios. Quando os grandes rios estão preenchidos, elas enchem o grande oceano; assim também, tendo a ignorância como condição próxima, as formações [surgem]; tendo as formações volitivas como condição próxima, a consciência; tendo a consciência como condição próxima, a mentalidade-materialidade; tendo a mentalidade-materialidade como condição próxima, as seis bases dos sentidos; tendo as seis bases dos sentidos como condição próxima, o contato; tendo o contato como condição próxima, a sensação; tendo a sensação como condição próxima, o desejo; tendo o desejo como condição próxima, o apego; tendo o apego como condição próxima, o ser/existir; tendo o ser/existir como condição próxima, o nascimento; tendo o nascimento como condição próxima, o sofrimento; tendo o sofrimento como condição próxima, a convicção; tendo a convicção como condição próxima, a satisfação; tendo a satisfação como condição próxima, o êxtase; tendo o êxtase como condição próxima, a tranqüilidade; tendo a tranqüilidade como condição próxima, a felicidade; tendo a felicidade como condição próxima, a concentração; tendo a concentração como condição próxima, o conhecimento e visão das coisas como na verdade elas são; tendo o conhecimento e visão das coisas como na verdade elas são como condição próxima, o desencantamento; tendo o desencantamento como condição próxima, o desapego; tendo o desapego como condição próxima, a libertação; tendo a libertação como condição próxima, o conhecimento do fim das impurezas.”
Upanisa Sutta